Comandante da BPRV não é o primeiro que “dançou” por mexer com políticos infuentes

O tenente-coronel Carlos Agusto perdeu o comando do BPRV

O ex- comandante do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRV), tenente-coronel Carlos Augusto Magalhães, não é o primeiro que foi ser exonerado, depois de entrar em confronto com políticos e outras pessoas influentes, em pleno cumprimento do dever.

Em 2008, quando ocupava a primeira vice-presidência da Assembleia Legislativa, o deputado Pavão Filho foi parado em uma blitz da Lei Seca, não apresentou o licenciamento do carro, o os agentes da SMTT resolvem apreender o seu veículo.

Transtornado, Pavão tentou intimidar os policiais. “Você sabe com quem está falando? Eu sou deputado”. O capitão Sá, que comandava a operação, rebateu: “Você não é deputado, mas está deputado. Agora, eu sou policial militar e serei o resto da minha vida”.

Vingança e exonerações na SMTT

O coronel Alcino foi exonerado da SMTT

Sentindo-se humilhado, Pavão resolveu se vingar. Dias depois, falou com o então prefeito Tadeu Palácio, e pediu a cabeça do capitão Sá e do coronel Alcino, então chefe de Operações da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), e foi atendido.

O tenente-coronel Carlos Augusto foi exonerado depois da repercussão negativa da truculenta abordagem dos policiais da BPRV, contra o vereador  Édson Gaguinho (PHS), na terça-feira (3), no bairro Janaína. O vereador filmou a abordagem e denunciou.

Gaguinho denunciou que foi parado por policiais que estavam em uma viatura e duas motos, na região da Vila Riod e Janaína, e apesar de ter apresentado a CNH e licenciamento 2018, teve sua caminhonete revistada e foi agredido verbalmente pelos militares.

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